O medo me consome. Esse aperto no peito está me destruindo aos poucos. Uma vontade louca de ficar e de ir. Porque temo tanto? Por quê caio todas as vezes? Queria permanecer sóbrio com a chegada do medo, mas é inevitável me embebedar. Me afogo todas as vezes, depois, grito, me descontrolo, choro, deixo de ser eu. Meus anjos não me reconhecem mais, não sou aquele que vi no espelho hoje pela manhã. Preciso aprender a lidar com esse medo. Preciso descobrir se consigo viver longe dele. O medo é uma droga - a melhor droga - que eu quero tanto, que me faz tão bem, só que com o tempo a droga vai matando. Essa angústia passa até o final do dia, e amanhã é outro dia. Vou me drogar mais uma vez. Eu não vivo sem esse medo, eu amo essa droga e essa droga me ama.

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